terça-feira, 30 de outubro de 2012

Zorra Total e as MUlheres



O ZORRA E AS MULHERES
O programa que escolhi foi o Zorra total, destinado a adultos o programa aborda temas polêmicos como raça, homossexualismo, classe social, relacionamentos, tudo voltado ao popular, sem esquecer é claro da maneira especial como são tratadas as mulheres.
A maioria dos personagens são pessoas que fazem parte da classe baixa que utilizam o metrô como meio de transporte, no percurso que e trem realiza acontecem barbaridades. A figura feminina é a mais atingida enquanto o nosso português é assassinado, esse Metrô Zorra Brasil é uma ameaça  passa uma imagem muito ruim do nosso país
Uma das personagens “Janete” sempre é assediada, melhor “bulinada” como ela diz, é lesada e se acha a bonitona, nunca consegue firmar um relacionamento por conta da bandidagem da amiga “Val”. Janete é uma mulher ingênua que sempre faz bobagens quando o assunto é relacionamento, como marcar encontro com pessoas que conheceu na internet, seu português é péssimo e ela ainda inventa de falar uma língua estrangeira no momento em que esta sendo assediada. Valeria, a Val, na verdade é um transexual que se acha a “periguete” do pedaço e só sabe tirar sarro da pobre Janete.

O que chama atenção nesta parte do programa é a maneira como as personagens se vestem e falam, a maquiagem é horrível, os cabelos nem se fala, a figura feminina é exposta de maneira ridícula, assim como a questão da sexualidade. Temas polêmicos são banalizados e apresentados de forma pejorativa.


Outra personagem que merece destaque é Ofélia a mulher que só abre a boca quando tem certeza, mas na realidade só abre para falar asneira. Acompanhada de sua assistente no metro Brasil da um show de besteirol que deixa qual quer um irritado, porque esse personagem tinha que ser uma mulher não poderia variar um pouco?   

Dizem que a mulher conquistou seu espaço, mas parece que a mídia ainda não entendeu isso. A TV retrata a mulher de uma maneira pejorativa, até em programas de humor somos maltratadas, parece que a única coisa que temos para oferecer é o nosso corpo. As mulheres bonitas têm que aparecer na telinha seminuas, quando isso não corre são apresentadas como se estivessem indo a um baile de carnaval. Achando pouco todo este circo ainda somos apresentadas descabeladas, desdentadas, maltrapilhas, sem falar no vocabulário, será que podemos chamá-lo de coloquial, acredito que não, as falas que o Zorra apresenta estão abaixo deste nível. É para revoltar a classe feminina!!!   
Esse Metrô Zorra Brasil passa uma imagem muito ruim do nosso país, se os próprios brasileiros estão satirizando o país, imaginem o que deve passar pela mente maquiavélica dos estrangeiros? Não quero nem imaginar!

domingo, 28 de outubro de 2012

A midia em xeque



A mídia em xeque
Este texto foi elaborado como proposta de atividade da unidade 1 Televisão: contexto histórico-social e crítica, da disciplina Tecnologias Contemporâneas na Escola 3, do curso de Licenciatura em Artes Visuais – UNB. Na sua construção foram observados os conteúdos apresentados no filme O quarto Poder, no documentário Muito Além do Cidadão Kane e as trocas de experiências vivenciadas nos fóruns com colegas de turma proposto na unidade.
         O Quarto Poder, filme do diretor Costas Gravas apresenta a história de um simples cidadão que tenta reaver seu emprego e acaba se tornando vítima da mídia. O autor apresenta a mídia com extremo poder de manipulação como poucos conseguem enxergar. O documentário Muito Além do Cidadão Kane do diretor Simon Hartog, censurado no Brasil, apresenta a emissora Rede Globo de uma maneira como os brasileiros não conhece.
Após assistir ao filme o quarto poder é impossível manter a mesma visão a cerca da TV, saber que ela é capaz de tudo por audiência, me fez rever meus conceitos. Ela envolve o telespectador e aos poucos vai comandando suas vidas, enquanto alguns se beneficiam milhares são atingidos em diversas áreas de uma forma persuasiva, sem chance de defesa. São tantas as covardias e injustiças cometidas que fica até difícil de enumerar.
Um simples aparelho aparentemente utilizado para o entretenimento é na verdade um vilão na vida do cidadão. Ele nos turbina de informações que precisam ser filtradas, porém a grande maioria não percebe que os conteúdos que ele nos traz são cheios de inverdades e precisam ser analisados de maneira criteriosa.  Na maioria das vezes os conteúdos apresentados invadem nosso sistema nervoso causando muitos estragos, faz uma verdadeira lavagem cerebral. Poucas são as pessoas que conseguem se defender dos ataques deste aparelho maquiavélico, uma grande parte das pessoas, principalmente as de classe baixa, sem perceber se deixa levar, até parece que ele tem  poderes hipnóticos!    
A grande parte das noticias que recebemos diariamente é do interesse de um pequeno grupo de pessoas. A outra parte mesmo sendo maioria precisa se adequar aos propósitos ditados geralmente por quem está por cima. Uma simples propaganda é capaz de nos induzir aquilo que não é uma necessidade, ela coloca algo supérfluo como se fosse primordial, essencial a vida e muitos acabam caindo na cilada que ela arma. Podemos citar como exemplo de comerciais de carro, mesmo que as pessoas não consigam adquirir o produto, elas passam a desejá-los.
Quanta hipocrisia pode-se encontrar do outro lado da telinha! É para ficar revoltado, ela induz, manipula, apresenta inverdades, sem se preocupar com a dignidade das pessoas. Pela audiência vale tudo, quando digo tudo é tudo mesmo. A ética é uma palavra que está distante do vocabulário de alguns setores da televisão, os bastidores transforma vilões em mocinhos e mocinhos em vilões. As noticias são incrementadas para dar audiência, para alcançar o tão apreciado IBOP, nem sempre com cuidados necessários. Podemos pensar aqui nas coberturas de ações polícias, como aconteceu no filme: O Quarto Poder, a mídia com o propósito de ter furos de reportagens acaba interferindo de maneira negativa no desfecho da história.
E quando falamos de poder e televisão não tem como deixar de lado a emissora Rede Globo que esta no topo diante das demais emissoras como relata o documentário de Simon Hartog, Muito além do Cidadão Kane. O vídeo relata a maneira como a emissora consegue atingir milhões de pessoas mostrando seu desenvolvimento no decorrer dos anos. Desenvolvimento este alcançado por um jornalista, Roberto Marinho, que utiliza de uma grande força política para monopolizar a mídia brasileira.
Em um cenário de capitalismo selvagem, onde os meios de comunicação são politizados, em meio a miscigenação de raças e nacionalidades onde 25% da população não sabe ler, a Rede Globo atinge uma audiência de 100 milhões de pessoas. A TV que faz a cabeça do povo, e poderia ser utilizada para o bem comum é politizada por troca de favores. Os favorecimentos políticos são trocados por espaços na televisão, o astuto empresário não poderia desperdiçar nenhuma chance de estar por cima.
Os programas globais sempre foram lideres de audiência novelas noticiários, programas infantis e dominicais recheados de besteirol conseguem ditar modas e prender a atenção da grande maioria da população, mesmo mascarando a realidade. As noticias que parecem como verdades absolutas fazem parte de um grande esquema que envolve manipulação e omissão de fatos.
O percurso que a emissora traçou regado de interesses particulares consegue até hoje atingir e arrastar milhões de pessoas, manipulando-as sem nenhum pudor. Falamos hoje em analfabetos funcionas nomeando assim as pessoas que lêem, mas não entendem o que leram, não conseguem observar o que estar nas entrelinhas. E aos telespectadores que aceitam tudo como verdades e não conseguem ter uma postura crítica diante do que assistem como poderíamos chamá-los?
Embora escutemos falar em modernidade e democracia, penso que em nosso país a televisão não é nada democrática, infelizmente ela repassa aquilo que é interesse de poucos, seja ele o dono da emissora, o empresário bem sucedido, o jornalista boa pinta, o político corrupto, o escritor que toca nos sentimentos do telespectador, o apresentador bonzinho.  A verdade é que aquilo que é interesse da grande maioria ocupa um espaço muito pequeno, então em nosso país a televisão é extremamente manipulativa.
Vejo a mídia como meio de comunicação de fácil acesso, assim ela é importante por fazer parte da vida de milhões de pessoas. Por mais que a maioria dos conteúdos apresentados pela televisão sejam manipulativos podemos tirar algo de bom. Tudo depende da maneira de como encaramos aquilo que vemos e ouvimos, a mídia quer  manipular,  cabe  a nós receptores um comporta crítico diante do que vemos e ouvimos as informações não podem ser tratadas como verdades absolutas é preciso ir além, pensar nos bastidores.
        

Não só com os conteúdos das mídias, mas em diversas áreas e situações da vida devemos apresentar uma postura crítica, não podemos aceitar tudo o que nos é repassado como verdades. Nós levamos muito tempo para conquistarmos nossa liberdade, para alcançarmos este patamar de democracia que temos hoje. É cômodo pesar e agir como todo, mas até quando vou viver na sombra do outro, enquanto cidadão preciso ter vez e voz não posso ser um fantoche manipulado por outro como se não tivesse vida própria, preciso ser aquilo que sou e não o que os outros gostariam que eu fosse. Manter uma postura critica perante as mídias se faz necessário para que não sejamos meros receptores e reprodutores mensagens.